Beira Meu Amor

A Beira foi o grande amor da minha vida. Recebeu-me com seis anos, em Novembro de 1950 e deixei-a, com a alma em desespero e o coração a sangrar, em 5 de Agosto de 1974. Pelo meio ficaram 24 anos de felicidade. Tive a sorte de estar no lugar certo, na época certa. Fui muito feliz em Moçambique e não me lembro de um dia menos bom. Aos meus pais, irmão, outros familiares, amigos e, principalmente, ao Povo moçambicano, aqui deixo o meu muito obrigado. Manuel Palhares

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Localização: Odivelas, Lisboa, Portugal

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Ainda sinto na minha boca a doçura da tua



Ainda sinto na minha boca,
A doçura da tua,
Com que num simples beijo,

Me davas amor!
Passaram-se anos,

E ainda em mim perdura:
Na boca, seu doce aroma,

E no corpo, o ardor!


Manuel Palhares

Odivelas, 25 de Fevereiro de 2009.

domingo, fevereiro 22, 2009

Uma dávida de amor aos meninos da Beira: Siô Botto e Rosita Portugal!

























Meus Caros Amigos,
Quando há três dias atrás escrevi a crónica "Outros Carnavais - Senhor Bôto e Rosita Portugal", estava longe de imaginar que, poucas horas depois, iria receber um comentário da Sra. D. Lena Sousa que dizia assim:
"Peço desculpa por ter acessado ao seu site, mas na verdade o título - Senhor Boto e Rosita Portugal - fez-me recordar uma foto que conservo num dos meus albúns, autografada pelos mesmos.Era um casal de palhaços muito conhecido na época.Tenha a continuação de um bom dia Sr. Palhares.LenaSousa"
O menino que guardo dentro da carcaça feia e velha que sou, ficou logo numa agitação e, sem vergonha, trocou com a Lena Sousa (entretanto deixaram o senhora e o senhor de lado!) e-mails e comentários, aqui no blog e no Multiply e, descaradamente, pediu-lhe que lhe enviasse por e-mail o anexo com a fotografia. E a Lena, prontamente satisfez o seu pedido, dando-lhe uma grande alegria.

Entretanto, o velho que sou, deixou o menino a divagar nos seus sonhos de infância com carnavais e palhaços, e foi averiguar quem era esta simpática senhora que, imbuída do espírito solidário que havia entre as pessoas em Moçambique, se dispôs de imediato a satisfazer o pedido que lhe foi feito.

E descobriu que era esta linda e simpática amiga, moçambicana, de Porto Amélia, actual Pemba, com o seu sítio no Multiply de nome "O laboratório da Helena", que podem visitar "clicando" aqui:
E, é graças à Lena, que neste domingo de Carnaval de Fevereiro de 2009, eu posso trazer ao palco da nossa memória colectiva, de novo, as pessoas de que vos falei em crónica anterior.
Obrigado Lena Sousa!
Agora é a vez do menino de que atrás vos falei, ouvir de novo, num dos compartimentos mais felizes do seu cérebro, um conhecido radialista da Emissora do Aero Clube da Beira, em Moçambique, anunciar, no palco do Cinema Rex, ou do cinema Olímpia:
" Minhas senhoras e cavalheiros e, principalmente, minhas caras meninas e meninos, tenho o prazer de chamar ao palco deste cinema quem, sobretudo os mais pequenos, tanto desejam:
O Siô Botto e a Rosita Portugal! Para eles peço uma salva de palmas..."
Com amizade,
Manuel Palhares
Odivelas, 22 de Fevereiro de 2009.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Fim das Comunidades no MSN amanhã!

Meus queridos e caros amigos,

As Comunidades do MSN, conforme desde o passado mês de Outubro tem vindo a ser anunciado, acabam amanhã e sobre isso já falei em artigo anterior, mas volto aqui mais uma vez para um agradecimento final.
Muito obrigado por tantos anos de companheirismo, boas disposição, alegria e felicidade.
A todos agradeço, mesmo àqueles, poucos, com quem não me entendi, porque no fundo, foram diferenças de opinião sobre coisas menores, quando comparadas com as desgraças que assolam este mundo globalizado e sem governo, onde a pior de todas as doenças é a fome!
Este mundo onde imagens dos maiores horrores, via televisão, acompanham as nossas refeições, nos telejornais da hora do almoço e do jantar, parecendo que já nada nos impressiona, desde que não seja connosco ou com os nossos familiares e amigos mais íntimos.
Neste descontrolo em que caíram as finanças por todo o mundo e em que todos os dias são anunciados despedimentos em massa, com as consequentes tragédias na vida das famílias...
Como vai ser daqui para a frente, ninguém sabe!
É ver os responsáveis mundiais gaguejantes e nada convincentes a falarem sobre as previsões para o futuro.
Mas, como diz o poeta Reinaldo Ferreira, a quem o "grande jornalista" sr. Mário Crespo recorreu, no final do artigo que escreveu no JN, no passado dia 9 de Fevereiro, - esquecendo-se, por lapso, certamente -, de mencionar a fonte (ver meu artigo "Pura coincidência, ou "empréstimo"... aqui:

http://beirameuamor1944.blogspot.com/ ),


Mas dancemos; dancemos
Já que temos
A valsa começada
E o Nada
Deve acabar-se também,
Como todas as coisas.

Reinaldo Ferreira, no seu poema " Eu Rosie, eu se falasse, eu dir-te-ia"!

E até o Nada acabar, bailemos todos ao som da valsa...
Continuaremos a encontrar-nos, por certo, nos cruzamentos das linhas e nós da internet e até lá...
Beijinhos e abraços, para todos sem excepção, mas que fique bem entendido que os beijinhos são para as lindas meninas e os abraços para os rapazes!

Manuel Palhares

Odivelas, 20 de Fevereiro de 2009.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Outros Carnavais - Senhor Bôto e Rosita Portugal








































Meus caros amigos,
Neste serão de uma quarta-feira de Fevereiro, quando se aproximam de novo as festividades do Carnaval, lembro-me com saudade dos carnavais que passei na Cidade da Beira, em Moçambique.

Como tudo era maravilhoso naquela altura!
Recordo-me, era eu uma criança, das matinés de carnaval nos cinemas Rex e Olímpia. Eram sessões preparadas para a criançada, com séries de aventuras com o Superman, o Batman, ou o Homem Bala; os pequenos filmes de "cowboys" e índios, com o Roy Roger, ou o Tom Mix; as pequenas comédias com o Bucha e o Estica, o Charlot, ou Os Três Estarolas; os desenhos animados com essas figuras de encantar e que ainda hoje continuam a fascinar a criançada em canais de televisão; os jornais noticiosos para a miudagem, com notícias ternurentas das relações dos animais entre si ou com o ser humano; as apresentações dos filmes que iriam posteriormente passar nessas salas de cinema e que nos aguçavam o apetite para futuras idas ao cinema.
E assim se chegava ao primeiro intervalo, com a corrida ao bar e à casa de banho, período durante o qual os mascarados passeavam, todos compenetrados, os fatos com que iam vestidos. No intervalo também se brincava com as serpentinas e com os confetis, sendo proibidas as bombas de mau cheiro, os estalinhos de fósforo e as bisnagas de água, os quais eram reservadas para o espaço exterior ao cinema.
Dling-dlong, chamava por nós a campainha!
E lá íamos em correria ocupar os nossos lugares na sala, para assistirmos à primeira parte de um um filme especialmente escolhido, de modo a que a criançada saísse de lá satisfeita, embora pelo meio houvessem momentos que poderiam ser de alguma tristeza e apreensão, mas no fim acabava tudo em bem.
Nessa altura, os filmes eram os clássicos da Disney, do Rim Tim Tim, ou da Lassie e, claro, uma ou outra "cowboyada" com índios à mistura. Nas cenas mais excitantes víamos mais do ouvíamos, pois, com a excitação, gritávamos e aplaudíamos e o barulho era contagiante e punha-nos ao rubro.
Para acalmar, lá chegava a altura do segundo intervalo, com discussões acaloradas sobre o que tínhamos vistos e previsões sobre como tudo iria terminar.
No fim, depois de vista a segunda parte do filme, era ver a alegria estampada nos rostos de todos nós, no meio de uma algazarra ensurdecedora...
Não posso acabar esta crónica sem prestar homenagem a um casal maravilhoso que vivia na Beira e que alegrava imenso a criançada nas festas do Natal, do Carnaval e nos Santos Populares!
Ele, era o Palhaço, O Senhor Bôto, e ela, era a sua "Partenère", a Rosita Portugal! Actuavam nos palcos das salas de cinema, geralmente no final das sessões cinematográficas.
Ele fazia de palhaço, fazia ilusionismo e fazia play back de músicas famosas e ela ajudava-o.
Chamavam a criançada ao palco e faziam concursos: ver quem rebentava primeiro um balão, quem encontrava primeiro, com a boca, um rebuçado embrulhado em papel e dentro de um prato fundo e cheio de farinha, ajudá-lo nos números de ilusionismo... que magia aquele casal bom e sem filhos deixava em nós...
A última vez que me lembro de os ver actuar foi numa barraquinha, no Beira Terrace, nos Santos Populares, já eu tinha para aí uns dezasseis ou dezassete anos.
Andei à procura de uma fotografia que tinha deles, salvo erro dedicada ao meu irmão Nani, para a publicar aqui, mas, infelizmente, não a encontrei.
Obrigado Senhor Bôto, obrigado Rosita de Portugal, por tantas horas de magia e de felicidade que deram às crianças da Beira. São momentos que guardo com muita ternura e saudade no coração!
E, caros amiguinhos, companheiros de uma infância feliz, é isto que hoje me ocorreu contar-vos, na esperança de que alguns de vós ainda se lembrem...
Com amizade e um fraternal abraço,
Manuel Palhares
Odivelas, 19 de Fevereiro de 2009.

sábado, fevereiro 14, 2009

Anatomia da saudade ou uma forma de dizer adeus!

Caros Amigos,

Sinto dificuldade em arranjar as palavras apropriadas para vos descrever o desgosto que sinto com o fim das Comunidades sobre Moçambique no MSN, , tal como as conhecíamos nestes últimos sete anos.

Começaram por nos tirar as salas de conversação, onde a boa disposição e a alegria reinavam e a risota era tanta, que alguns diziam que tinha que ir a correr à casa de banho...

Depois, havia o companheirismo diário, com a troca de mensagens sobre os mais diversos assuntos: politícos, sociais, coisas simples e banais do dia a dia, os avisos sobre aniversários, nascimentos e passamentos, as "guerras" entre sexos e as futebolísticas também.

Contaram-se anedotas, escreveram-se contos e poemas e falamos sobre artes diversas, onde lá estava também o cinema.

Falou-se de culinária - da pesada e da doçaria - coisas de fazer crescer água na boca, mesmo a quem não o queria!

Construiram-se e trocaram-se lindos e belos postais, onde as meninas eram geniais e ensinavam os demais.

Era vê-las ao despique, na construção das suas lindas e belas casinhas ou dos seus lindos e bonitos cantinhos, como eufemisticamente designavam os seus espaços individuais(sítios), para deleite dos demais.

Uns davam-nos música, outros fotografias, outros ainda vídeos (começaram a haver excursões organizadas por agências de viagens!) e se estes, os vídeos, fossem sobre as diversas terras onde tínhamos vivido em Moçambique, era o delírio, era o êxtase supremo.

Era essa nostalgia, era essa saudade, tão nossas características, a pedir que as saciassem!

Havia arrelias e zangas (coisa pouca!) também, mas, na maioria dos casos, tudo dentro dos limites da moral, da ética, do respeito e do direito devidos à liberdade do próximo.

Falámos sobre o passado, pois claro, pois ele também faz parte da vida, pois não há ninguém sem passado, e que seria das biografias, tanto em uso no mundo literário ocidental, sem ele, o passado?!

Excepto em Portugal, onde o passado não é venerado e até é saloiamnente distorcido nos actuais manuais de história! A história é sempre feita por aqueles que ganharam a última revolução, depois vêm outros e, sem pudor, mundam-na a seu jeito! Em Portugal, mesmo morto, não se gosta muito de se falar ou ler sobre quem se distinguiu pelo seu saber, ou dedicou a vida à coisa pública, sacrificando por vezes a própria família.

Penso que em nós a inveja é endémica e não há nada a fazer. Não gostamos de fazer nada e, acima de tudo, detestamos quem faça obra. Já li, por aí, que um general romano ao dar informações para Roma sobre o povo que vivia nesta região, disse: "Estranho povo este que não se governa nem se deixa governar!". Ainda hoje é assim!

José Gil, filósofo de renome internacional, nascido em Moçambique, analisa bem esta raça e os seus medos, na sua obra: Portugal, Hoje: O Medo de Existir, Relógio d'Água, Lisboa, Novembro de 2004.

Voltando ao cerne do artigo, vão daqui a dias acabar as Comunidades Moçambicanas no MSN, que nos ofereceu, em troca, essa coisa sem graça que é o Multiply, que não é mais que uma rede infindável de blogs pessoais, a que eles chamam sítios, sem o mínimo de espírito colectivo, embora queiram passar essa mensagem, e onde aquele espírito solidário e fraterno que havia nas comunidades se perdeu.

Conheço dezenas de amigos nas comunidades moçambicanas e não posso aqui mencionar todos os seus nomes, mas permitam-me que mencione, apenas, os nomes daqueles que criaram essas Comunidades que tantas horas de distracção, prazer e alegria nos deram, e ainda os de alguns que contribuiram para o brilho dessas comunidades com a qualidade dos seus artigos: José de Vasconcelos, Celestino Gonçalves, Magno Antunes, Ricky, Jaime Luís Gabão, José Maria Mesquitela, Jorge Cortez, Reinaldo Sá, Aristides, Zé e Graça Espírito Santo, Maria Luísa Hingá, Jorge Soares, Isabel Filipe, Isabel Antunes, Rogério Carreira, Mizé Araújo,Victor Passos, Luís Bulha, António Moura, João Abreu, Valdemar Jacinto, Céuzita Resende, São Percheiro, Ilídio Costa, João Antas, Carlos Gonçalves(falecido), Fernando Ferreira, Lenucha, Zé Paulo Gouvêa Lemos e Rui Silva.

Finalmente, tive com dois ou três elementos destas comunidades pontos de vista divergentes e uma ou outra discussão mais enérgica, mas isso em nada altera a consideração que tenho por todos, pois sempre respeitei o direito à diferença e, a liberdade de expressão, é a mais sagrada.

A todos o meu muito obrigado e adeus!
Com amizade e um abraço fraterno,

Manuel Palhares

Odivelas, 15 de Fevereiro de 2009.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Pura coincidência, ou "empréstimo"...

Caros Amigos,

Acabei de receber de vários amigos, e-mails com um artigo do jornalista, senhor Mário Crespo, a que ele dá o título: "Está bem...façamos de conta".
Descobri, por posterior pesquisa minha na net, que o referido artigo também tinha sido pubicado, hoje, no blog "Revista De Arte e Crítica de Viseu":

http://aveazul.blogspot.com/search/label/estado%20da%20na%C3%A7%C3%A3o%20%2F%20M%C3%A1rio%20Crespo

onde já "postei" um comentário com a mesma interrogação que aqui vos coloco, estando o meu comentário sujeito a posterior apreciação pelos responsáveis do referido blog, pois lá, os comentários não têm entrada imediata como aqui no Beira Meu Amor!

1 - Passemos ao artigo do jornalista, sr. Mário Crespo, publicado no blog Revista De Arte e Crítica De Viseu!

Está bem... façamos de conta

JN, 9 de Fev. de 2009

Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

[texto enviado por J. Costa]

Nota: O negrito é de minha autoria, como se pode verificar comparando com o original, através do link para o mesmo que publico!


2 - Meu comentário feito no referido blog e sujeito a apreciação pelos responsáveis pelo mesmo:

Caros Responsáveis pela Revista De Arte e Crítica de Viseu!

Pura coincidência, ou "empréstimo" que, certamente por arreliador lapso, não foi mencionado?!

O Senhor Mário Crespo usa, no final deste seu artigo, uma bela sequência de palavras, muito semelhante às usadas pelo poeta Reinaldo Ferreira, no seu poema "Eu Rosie, eu se falasse, eu dir-te-ia"!

Ora vejam:

Eu, Rosie, eu se falasse eu dir-te-ia
Que partout, everywhere, em toda a parte,
A vida égale, idêntica, the same,
É sempre um esforço inútil,
Um voo cego a nada.
Mas dancemos; dancemos
Já que temos
A valsa começada
E o Nada
Deve acabar-se também,
Como todas as coisas.
Tu pensas
Nas vantagens imensas
De um par
Que paga sem falar;
Eu, nauseado e grogue,
Eu penso, vê lá bem,
Em Arles e na orelha de Van Gogh...
E assim entre o que eu penso e o que tu sentes
A ponte que nos une - é estar ausentes.

Nota: Fausto e A.P.Braga têm uma canção com este poema!

É tudo o que se me oferece dizer, pois na escola ensinaram-me: "O seu a seu dono"!

Atentamente e ao dispor,

Manuel Palhares

*******************************

E é isto que, também aqui, no Beira Meu Amor, quero deixar à vossa reflexão!

Com amizade e um abraço fraterno,

Manuel Palhares

Odivelas, 11 de Fevereiro de 2009.

sábado, fevereiro 07, 2009

Beira Meu Amor - 3º Aniversário!


Meus caros Amigos,

O Beira Meu Amor completa amanhã o seu 3º aniversário!
Criei-o, mais com a finalidade de guardar escritos meus que andavam dispersos pelas diferentes Comunidades Moçambicanas do MSN, do que com o objectivo de lhe dar continuidade.
A prova disso é que grande parte das publicações foram efectuadas entre o dia 28 de Janeiro de 2006 e o dia 4 de Fevereiro do referido ano.
Mas, com grande falta de assiduidade, lá o fui mantendo, sempre muito pressionado pela generosidade dos amigos que me diziam para continuar a escrever.
As estatísticas valem o que valem, mas, como podem verificar nos contadores estatíscos que se encontram na margem esquerda do blog, na parte inferior da página principal, o blog teve num contador 51 625 visitas (este contador conta todas as entradas no blog e não exclui as visitas diárias repetidas feitas pela mesma pessoa e, portanto, falseia a verdade!) e no outro contador, mais selectivo, o blog teve 33 730 visitas que viram 71 562 páginas!
Tenho ainda que acrescentar que foram escritos no blog, ao longo destes três anos, 1019 comentários!

Digo isto sem nenhuma espécie de vaidade, mas apenas com a alegria de, com a vossa preciosa colaboração, ter mantido o nome da nossa querida Beira pelas "teias" deste novo modo da comunicação que é a internet.
Por isso, estamos todos de parabéns: o Beira Meu Amor e os amigos que o leram, me aconselharam e o comentaram.
Muito obrigado a todos!

Viva a Cidade da Beira!

Viva Moçambique!

Que os deuses inspirem os seus governantes, no sentido patriótico de se dedicarem à coisa pública, para benefício do Povo Moçambicano.

Com amizade e um abraço fraternal,

Manuel Palhares

Odivelas, 7 de Fevereiro de 2009.

P.S.: Para facilitar a procura dos textos escritos no Beira Meu Amor, estou a construir uns índices que levam o leitor para a página do blog onde se encontra o texto pretendido. Esses índices ainda não estão completos, mas já permitem consultar uma parte significativa do blog.
Os índices referidos encontram-se imediatamente abaixo deste artigo!

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Carta à Ma Mère Gabriela, directora do Colégio Nossa Senhora dos Anjos, da cidade da Beira, em Moçambique

Minha Queridíssima Ma Mère Gabriela,

Com que emoção me dirigo a si, "Minha Mãe"!
Ontem, mais ou menos por esta hora, ao abrir o meu correio electrónico, deparo com um comentário a uma pequena história que tinha publicado no meu diário electrónico(blog), em Outubro de 2005, e a que dei o título "As Ma Mères Bárbara e Chagas".
Ansioso, abri o referido comentário, curioso por saber quem me escrevia sobre o assunto e não imagina a alegria que senti ao saber que era um sobrinho seu, o Sr. Luís Sá e Mello, dando-me muito boas notícias suas, dizendo-me que a Mère Gabriela estava com 89 anos, no pleno uso das suas faculdades, que lhe tinha dado a ler algumas páginas do meu blog e que isso a tinha emocionado um pouco.
Quem lhe escreve é um sexagenário a caminho dos sessenta e cinco anos, mas quem lhe "fala" é o menino que foi aluno do Colégio Nossa Senhora dos Anjos, na cidade da Beira, em Moçambique, o qual era, naquela altura, nos idos de 1951 a 1953, superiormente dirigido por si.
E foi a esse menino que voltei, num atropelo de pensamentos e emoções, desde que li as notícias que o seu sobrinho me deu sobre a Mère Gabriela.
Ainda consigo guardar na memória os momentos de enorme ternura passados no Colégio e que me têm acompanhado ao longo dos anos e é a eles recorro, quando me sinto menos optimista, para me alegrar um pouco.
O senhor Luís Sá e Mello, teve a amabilidade de me deixar os contactos dele, para no caso de eu estar interessado, posteriormente contactar com a Mère Gabriela.
Interessado, eu?! Não caibo em mim de tanta alegria e felicidade perante tal possiblidade!
De joelhos, deposito um beijo em suas mãos, na esperança de receber um afago maternal na cabeça, como então recebia...

Manuel Palhares

Odivelas, 4 de Fevereiro de 2oo9.

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