Beira Meu Amor

A Beira foi o grande amor da minha vida. Recebeu-me com seis anos, em Novembro de 1950 e deixei-a, com a alma em desespero e o coração a sangrar, em 5 de Agosto de 1974. Pelo meio ficaram 24 anos de felicidade. Tive a sorte de estar no lugar certo, na época certa. Fui muito feliz em Moçambique e não me lembro de um dia menos bom. Aos meus pais, irmão, outros familiares, amigos e, principalmente, ao Povo moçambicano, aqui deixo o meu muito obrigado. Manuel Palhares

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domingo, agosto 24, 2008

ÍNDICE - Textos em Prosa - Em Construção!!!


Nota - Ao clicar no título do texto que pretende consultar, o link leva o leitor para a página do blog na qual se encontra esse texto; depois é só procurar com o cursor lateral o seu local exacto!

1 - Vila Pery, Princesa...
2 - Os meus bichos
3 - Quem se lembra, quem se lembra, de uma ida ao cinema?
4 - O cozinheiro Buínde
5 - Histórias do meu Liceu
6 - O Senhor Doutor Blanche
7 - O meu primeiro amor

8 - Carta Aberta ao Povo Moçambicano
9 - As minhas aventuras em Pebane - I
10 - As minhas aventuras em Pebane - II
11 - As minhas aventuras em Pebane - III

12 - As minhas aventuras em Pebane - IV
13 - As minhas aventuras em Pebane - V
14 - As minhas aventuras em Pebane - VI

15 - O Primo Armando - I
16 - O Primo Armando - II
17 - Os meus filhos, eu e a Internet
18 - O contador de histórias
19 - Manuel, um alucinado internauta
20 - As “Ma Mères” Bárbara e Chagas
21 - Vamos brincar?

22 - O Reitor
23 - O Congresso
24 - O Congresso - as consequências
25 - Natal Virtual
26 - O Ladrão de Fruta
27 - Por aí...

28 - As meninas que perdi
29 - Era uma vez..
30 - E depois...
31 - Apresentação do Blog - Beira Meu Amor
32 - Ciúmes no Masculino

ÍNDICE - Textos em verso - Em Construção!!!

Nota - Ao clicar no título do texto que pretende consultar, o link leva o leitor para a página do blog na qual se encontra esse texto; depois é só procurar com o cursor lateral o seu local exacto!

1 - Ó meu amor...
2 - É mentira
3 - Minha Terra, Minha Mãe
4 - Ordem Divina
5 - Não Tenho Certezas
6 - Cigano em Moçambique

7 - A Guida e o Amadeu
8 - História de Portugal Revisitada - Versão 2005
9 - O Doutor Ângelo

10 - Versejar de uma madrugada de insónias
11 - Versejar - II
12 - Versejar - III
13 - Lamúrias que lanço ao vento
14 - Sábado Ao Anoitecer
15 - A estátua
16 - À minha volta
17 - Como eu gostava
18 - A loucura da consciência
19 - Oração
20 - Quase louco
21 - A índica onda
22 - Não...
23 - A Separação
24 - O Blog, o day after...

Notícias Curtas de Moçambique

Notícias Curtas de Moçambique

Clique no link que se encontra por baixo para ler o desenvolvimento da notícia!

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
Moçambique: Frelimo escolhe ministro da Juventude e Desportos seu candidato à presidência de Maputo
2008-08-24 02:36:53

Fonte: Lusa - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
Pesquisa/Copiar/Colar: Manuel Palhares
Postagem/Local/Data: 2008/001- Odivelas, 24.08.08.

sábado, agosto 23, 2008

A Culpa é da Isa! - Parte I

A Maria Isabel -A Isa, uma menina da Beira!


O primo Fernando de polo verde e o primo Altino de camisa branca

Querido Blog,

Olá, boa madrugada, quase bom dia!
Tenho andado arredio, eu sei, como também sei que sou um ingrato por quase te ter abandonado.
A ti, que tantas alegrias me deste, na medida em que me fizeste companhia ao longo destes trinta meses que tens de existência...
E sabes de quem é a culpa?
Não sabes, mas eu vou dizer-te: a culpa é da Maria Isabel, a Isa, a mulher do primo Fernando, que é quase meu primo, por ser primo do Altino, o qual também é quase meu primo, por ser primo do João, o Jojó, o qual por sua vez também é quase meu primo, por se ter casado com a Luxinha, que também é quase minha prima, por ser sobrinha da Roxinha que, essa sim, é minha prima. Como vês a explicação é facil e nada complicada!
Mas a grande culpada mesmo, aquela que acabou com os nossos momentos de cumplicidade, é a Isa. E é a Isa, porque foi ela - que nunca aqui me deixou uma linha a dizer um olá - que foi dizer ao Altino, que é primo do Fernando, o qual é... (ah!, isso já te contei), que foi dizer ao Altino que havia um blog chamado Beira Meu Amor, que era de um tal Manuel Palhares, de Moçambique, da cidade da Beira.
O que ela foi fazer!
Aconteceu isto há cerca de dois anos e, de então para cá, nunca mais nós os dois (tu e eu!) tivemos o sossego e a paz para nos dedicarmos às nossas confidências.
Percebeste? O quê, não percebeste?! Está bem, eu vou tentar explicar-me melhor!
O que na realidade se passou, foi que eu e o Altino, que somos amigos de infância, (conheci-o ainda com oito anos, quase a fazer nove!), não nos víamos desde Outubro de 1971 e, portanto, tínhamos trinta e cinco anos das nossas vidas para pôr em dia. Estás a ver que não era tarefa fácil e que nos tem ocupado bastante tempo e, daí, a minha ausência de ti.
Muitas coisas há para contar deste nosso reencontro, mas fica para a segunda e, quiça, terceira partes!
Em conclusão, a culpa é da Isa, linda menina beirense, de quem o primo Fernando se apaixonou e que hoje vive com ele em Vila Real.
Muito obrigado Isa, por teres tido a culpa. Nem tu sabes bem a alegria que me deste!
Um beijinho para ti e um abraço para o primo Fernado do,
Manuel Palhares
Odivelas, 23 de Agosto de 2008.

terça-feira, agosto 19, 2008

Beira Meu Amor



Minha Querida Beira,

Recordo tão bem a minha chegada ao teu Porto, numa manhã esplendorosa do fim de Novembro de 1950.
À nossa espera, da minha mãe e de mim, o meu pai, que não cabia em si de contente e que tinha chegado a ti, vindo do Porto, uns meses antes. Veio da firma Engenheiros Reunidos, do Porto, e fora chamado pelo engº. Ribeiro Alegre, a quem tinha sido pedido que fizesse parte do grupo de estudo do plano de urbanização do teu tecido urbano.
Depois de levantadas as malas e terminada a burocracia alfandegária, dali partimos para a Pensão Leão de Ouro, no Jardim do Bacalhau, ali tão pertinho do Pavilhão Oceana.
E como foram bons aqueles oito meses que ali vivemos, comigo a maior parte do tempo na praia e no jardim.
Mesmo ao lado vivia a Nicy, filha do sr. Marinho, piloto da barra, e que era cunhado dessa figura incontornável, a Rosinha Tato, da Casa Salema. Muito por ali brinquei, mas sempre atento à aproximação da Maria Manuel, que adorava atirar para cima dos meus infantis e desdentados seis anos, os seus velhícimos e desdenhosos nove anos. Como eu sofri com o seu desdém... Mais boazinha, quase maternal, era a Teresa Vaz Oliveira...
E foi passando o tempo...e tu, de uma cidade quase toda construida de madeira e zinco, transformaste-te numa urbe moderna, onde não faltava quase nada, e nós crescemos contigo...e, pré-adolescentes, participámos nas festas alusivas ao teu cinquentenário, em 1957.
Aí se processaram todos os nossos sonhos de crianças, adolescentes e jovens adultos, e aí se concretizaram em realidade alguns deles, sempre debaixo da tua protecção...
E, quando nos preparávamos para começar a assumir responsabilidades, no processo inevitável da independência de Moçambique, foi tudo já tão fora do tempo, que deu no que deu...
Mas tirarem-nos o imensurável amor que todos temos por ti é que não foi possível! Por isso este corre-correr de cá para aí, em excursões durante todo o ano, como também aconteceu o ano passado, quando se cumpriu o teu primeiro centenário.
E, daqui a minutos, fazes cento e um aninhos!
Parabéns, minha querida, e que os deuses te dêem, a ti e a todos os que aí vivem, tempos de grande desenvolvimento e de muita prosperidade...
A nós, os que por cá estamos, sem retorno, resta-nos ir sabendo de ti, on-line, como agora se diz, até que chegue a hora da nossa partida para outras formas atómicas de existência...e, quem sabe, se levados pela água ou pelo vento, possamos, em átomos, um dia a ti voltar...
Adeus minha querida Beira, adeus Beira Meu Amor!

Manuel Palhares

Odivelas, 19 de agosto de 2008.

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